Prontuário eletrônico de podologia: guia completo
O que um prontuário eletrônico de podologia deve incluir, o que exige a LGPD, como sair do papel e o que você ganha com isso.
Em resumo
O prontuário eletrônico de podologia reúne anamnese, exame, evolução do tratamento, imagens e consentimentos de cada paciente em uma ficha segura, acessível de qualquer dispositivo. Precisa ser conservado por anos, permitir saber quem alterou o quê e estar criptografado, porque são dados de saúde protegidos pela LGPD. Frente ao papel, evita perdas e permite buscar em segundos.
O papel se perde, se molha e não pode ser consultado à distância. Um prontuário eletrônico de podologia mantém toda a jornada do paciente organizada e disponível em segundos, da primeira anamnese à última evolução.
O que é o prontuário de podologia?
Conjunto ordenado de documentos que registra as informações de saúde de um paciente de podologia: histórico, queixa principal, exame do pé, diagnóstico, tratamento aplicado, evolução por sessão e consentimentos assinados. É um documento clínico e legal, não uma simples ficha de cliente.
O que uma ficha de podologia completa deve incluir?
1. Dados e histórico
Identificação e histórico relevante: diabetes, problemas circulatórios, anticoagulantes, alergias e medicação atual.
2. Anamnese e queixa
O que trouxe o paciente, há quanto tempo, intensidade da dor e o que já tentou.
3. Exame podológico
Inspeção de pele e unhas, avaliação da pisada, áreas de hiperpressão e achados por dedo.
4. Diagnóstico e plano
Julgamento clínico, tratamento proposto, número de sessões e orientações para casa.
5. Evolução por sessão
O que foi feito a cada dia, com data, profissional e fotos de antes e depois.
6. Consentimento informado
Assinado pelo paciente e arquivado junto à ficha.
O prontuário digital é válido legalmente?
Sim, desde que se garanta integridade, rastreabilidade e conservação pelo prazo exigido. No Brasil, a LGPD (Lei 13.709/2018) trata dados de saúde como categoria sensível, exigindo salvaguardas reforçadas: criptografia, controle de acesso e backups.
Papel vs. digital: o que muda de verdade
| Aspecto | Prontuário em papel | Prontuário eletrônico |
|---|---|---|
| Buscar um paciente | Minutos, se aparecer | Segundos |
| Risco de perda | Alto | Baixo, com backups automáticos |
| Consultar fora do consultório | Impossível | De qualquer dispositivo |
| Rastreabilidade | Nenhuma | Registro de autor e data |
| Fotos de evolução | Soltas ou inexistentes | Anexadas a cada sessão |
| Conformidade LGPD | Difícil de comprovar | Criptografia e controle de acesso |
Como sair do papel
- 1
Comece pelos pacientes ativos
Não migre dez anos de arquivo. Passe só quem está em tratamento agora.
- 2
Digitalize no atendimento
Quando um paciente antigo voltar, crie a ficha digital naquela consulta.
- 3
Padronize o formato
Defina quais campos sempre preenche, para não ficar com fichas incompletas.
- 4
Inclua foto desde o primeiro dia
A evolução com imagens é o que os pacientes mais valorizam.
O que a ficha do PodoClinix inclui
- Histórico clínico relevante para podologia
- Anamnese e exame estruturados
- Evoluções por sessão com data e profissional
- Imagens de antes e depois
- Consentimentos assinados digitalmente
- Diagnóstico em modelo 3D do pé
- Criptografia e backups automáticos
Perguntas frequentes
Sim, desde que se garanta integridade, rastreabilidade e conservação pelo prazo legal. O PodoClinix registra data e autor de cada alteração e criptografa as informações.
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